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A parábola do trigo e do joio

Texto Básico: Mateus 13:24-30

Verso Áureo: “A tua justiça é como os montes de Deus, os teus juízos são como o abismo profundo. Tu, Senhor, preservas os homens e os animais.” (Salmo 36:6)

INTRODUÇÃO DA LIÇÃO

Ao criar nosso planeta, o plano original de Deus determinava que este fosse habitado por homens que o servissem. Os animais vieram para complementar a alegria dos homens e viverem em plena harmonia. A rebelião de Lúcifer veio a transtornar, ainda que transitoriamente, a paz aqui reinante. Como tudo tem um tempo, nestes seis mil anos de história o efeito do pecado tem trazido muito sofrimento a todos os habitantes da Terra, mas em breve tudo estará em seus devidos lugares e funcionando exatamente conforme o projeto original de nosso sábio Criador. Nada irá alterar a vontade de Deus e o mal ficará para trás.

QUESTIONÁRIO
1. De acordo com a exposição de Jesus, na parábola, para que tipo de semente foi preparado o campo e que aconteceu quando esta cresceu e frutificou?

O campo foi trabalhado para receber o trigo e não o joio, todavia este apareceu mais tarde (Mat. 13:24-26).

2. Como reagiram os servos do Pai de família, diante do surgimento do joio e quem semeou esta má semente?

Os servos do Pai de família, ao constatarem o joio no meio do trigo, quiseram arrancá-lo, todavia foram aconselhados, para não prejudicar o trigo, a aguardar o tempo da colheita (Mat. 13:30).

3. De acordo com a orientação do Senhor, como se processará a colheita final?

Os ceifeiros devem colher primeiro o joio, atá-lo em molhos para o queimar e depois sim, ajuntar o trigo no celeiro (Mat. 13:30).

4. Qual é a real interpretação da parábola? Que definições você conhece? Por que muitos não conseguem entendê-la?

O entendimento da Palavra de Deus é reservado aos que verdadeiramente são sinceros. Não está ao alcance de todos (Mateus 13:11-15; Prov. 2:6,7). A razão dos religiosos não darem a verdadeira explicação é porque eles não aceitam a Palavra como ela é e assim ficam sem chance da revelação do Espírito. Esta parábola é mui profunda em seus objetivos e responde muitas de nossas indagações, revelando os planos de Deus para o planeta e a humanidade:

a) Vs. 24 e 37: O homem que semeou a boa semente é o Filho do homem, ou seja, Jesus. Ele é a Palavra, o verbo. (João 1:3,10; Salmo 33:6; Col. 1:16; Heb 1:2; 11:3).

b) Vs. 25-28, 38, 39: O campo: É o mundo, a Terra. Os homens dormiram: Houve um tempo em que Lúcifer tratou de promover sua rebelião e conseguiu seduzir uma parte dos anjos. Aqui na Terra o homem não vigiou e pecou, desobedecendo a ordem divina (Gên. 3:1-6). A boa semente, o trigo: representa os filhos do reino, os justos. O joio: Os filhos do maligno, os ímpios. O inimigo que semeou o joio: É o diabo que, fazendo o homem pecar, deu origem aos pecadores e ímpios (Rom. 5:12). Deus providenciou a salvação, todavia nem todos a receberam. O Pai de família: Deus. Os servos do Pai de família, que quiseram arrancar o joio: os anjos de Deus.

c) Vs. 29,30, 40-43: Ceifa, tempo para arrancar o joio: Deus não permitiu que os anjos arrancassem os ímpios da face da Terra, pois poderiam prejudicar aos filhos do reino com tal destruição e ainda o campo não estava pronto para a colheita. Ficou claro que a Terra não é o lugar de habitação dos ímpios. A ceifa deve se dar, no fim do mundo. Os ceifeiros: os anjos que serão enviados por Jesus (Mateus 24:31; 13:41, 49,50) para arrancar o joio do campo, isto é, para destruir os ímpios, queimando-os no fogo. No dia do Senhor ocorrerá o Armagedom, cujo efeito atingirá a toda a Terra, se cumprindo a Palavra de Pedro, quando os elementos ardendo, se desfarão (II Ped. 3:10). O campo é o reino de Cristo: Com a colheita do joio (destruição dos ímpios) a terra estará limpa.  Os poucos sobreviventes dentre as nações e os judeus remanescentes, servirão ao Senhor e darão continuidade à espécie humana e aos povos. Isto prova definitivamente que aqui é o Reino de Cristo e que, portanto, aqui está o Seu trono.

5. Na vinda de Jesus os anjos virão na frente para uma dupla missão: Na separação, destruir os ímpios (tirando-os do Seu Reino) e ajuntar ao trigo (os filhos do reino) no celeiro. Em que ordem se darão estes eventos?

Diferentemente do que se tem pregado, os santos não serão removidos de imediato da Terra, mas estarão divinamente protegidos e verão a destruição dos ímpios. Na seqüência ou durante a destruição, aí sim, se dará o arrebatamento, quando os santos serão reunidos nas nuvens para recepcionar o Senhor. Numa grande lavoura, o celeiro não fica longe da plantação, mas num lugar dentro da propriedade. Os santos, reunidos nos ares, não irão para o Céu; descerão com Cristo na Palestina para a entronização do Messias e permanecerão na Terra.

6. A que conclusão chegamos com a explicação da parábola?

A Terra é o Reino de Jesus e está ocupada pelos filhos do reino (os santos) e os filhos do maligno, os ímpios. Os anjos, ao virem o estrago causado pelo pecado, quiseram vir e destruir os ímpios, mas Deus mandou que esperassem o tempo da colheita, a consumação dos séculos. A terra, portanto, é o lar dos santos e não o lugar dos ímpios e estes serão desarraigados (Prov. 2:21,22; Salmo 11:6). Os justos não serão removidos do planeta. Os anjos, como águias, consumirão todos os causadores de escândalo e de iniquidade que estão atualmente ocupando e contaminando o Reino. Finalmente, os reinos serão entregues ao Messias e Ele ocupará Seu trono, herança de Davi. A Terra e a obra da criação de Deus seguirão conforme Seus planos.

“…toda a planta que meu pai celestial não plantou, será arrancada.” (Mat. 15:13)

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