Declaração de Visão #
Nós, membros do Conselho Geral de Igrejas de Deus (Sétimo Dia) Inc., sediado em Meridian, Idaho, Conselho de Administração, temos a seguinte visão para a organização e seus membros, sob a liderança do Senhor.
Cremos que nosso objetivo e propósito é apoiar e promover o ensino e a instrução da Palavra bíblica. Acreditamos que, assim fazendo, seguimos a orientação estabelecida por nossos antepassados e primeiros líderes da Igreja de Deus, bem como a direção do Espírito Santo. Colocamos nosso apoio aos ministros. A divulgação do evangelho a todas as pessoas, por meio de viagens e contatos evangelísticos, será apoiada financeiramente a cada ano. Acreditamos que, com esse apoio e em cooperação com nossos ministros, o trabalho de publicações, a organização da Juventude Cristã, das Filhas do Rei e a Reunião do Acampamento continuarão a refletir a direção e a liderança de Deus.
Oramos para que os membros do Conselho Geral, como um todo, se unam a nós em apoio a esta visão, enquanto olhamos para Deus e pedimos que Ele continue a nos conduzir segundo Sua vontade soberana.
Declaração de Crenças
A. DECLARAÇÃO GERAL
As Igrejas de Deus – 7º Dia valorizam a liberdade de pensamento como condição essencial para a orientação do Espírito Santo. Portanto, não temos um credo obrigatório ao qual os membros devam se submeter; contudo, reconhecemos certas verdades fundamentais que têm sido preservadas pelos cristãos ao longo de todas as eras. Assim, estas são as doutrinas históricas ensinadas pela Igreja de Deus, que reafirmamos como princípios fundamentais da fé.
Essas declarações de fé, aprovadas pelo Conselho Geral, são transmitidas às Igrejas de Deus para que as ações sejam guiadas conforme o Espírito de Deus dirigir. Cremos que serão úteis para o treinamento cristão de nossos filhos, para firmar nosso povo na fé e para divulgar nossas doutrinas essenciais a outras pessoas.
B. POLÍTICA
A Igreja de Deus (Sétimo Dia) é historicamente congregacional. Desejamos que nossas igrejas e seus membros continuem desfrutando dessa abençoada liberdade de autonomia local. Portanto, as afirmações aqui apresentadas são apenas uma exposição das crenças mais comumente aceitas entre nós. Não são adotadas como obrigatórias em si mesmas, nem a inspiração de sua fraseologia é sustentada como normativa.
OS ARTIGOS FUNDAMENTAIS DA FÉ #
A BÍBLIA #
Cremos que a Bíblia (tanto o Antigo quanto o Novo Testamento) é a Palavra inspirada de Deus, contendo a revelação divina concedida ao homem sob supervisão e providência do Senhor; que suas declarações históricas são corretas e que ela é a única regra de fé e prática. (Romanos 15:4; 2 Timóteo 3:15–16; João 17:17)
DEUS #
Cremos, conforme revelado na Bíblia:
a) No único Deus verdadeiro, o Pai, a eterna e suprema Deidade. Ele é infinito em sabedoria, amor e poder; Criador e Sustentador de todas as coisas, “em quem vivemos, nos movemos e existimos”. (Gênesis 1:1; Isaías 40:28; Mateus 6:6)
b) Em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, o unigênito Filho de Deus, que veio ao mundo para buscar e salvar o que se havia perdido. Cremos em Sua divindade; em Seu nascimento virginal; em Sua vida sem pecado; em Seus milagres; em Sua morte vicária e expiatória no Calvário; em Sua ressurreição corporal no final do sábado; em Sua ascensão à destra de Deus no céu; em Seu ministério como Sumo Sacerdote e Mediador; e em Seu retorno pessoal à terra no fim desta era, para estabelecer Seu reino e governar com poder e glória, julgando vivos e mortos. (1 Timóteo 3:16)
c) No Espírito Santo, o Consolador prometido, que procede do Pai e do Filho para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Por esse mesmo Espírito somos santificados e selados para o dia da redenção. Àqueles que O buscam diligentemente, Ele guiará em toda a verdade e capacitará para testemunhar e servir. (João 14:16, 26; 16:7–11; Efésios 1:13)
CRUCIFICAÇÃO E RESSURREIÇÃO DE CRISTO #
Acreditamos que as Escrituras ensinam claramente que Jesus Cristo foi crucificado no meio da semana — no dia que chamamos quarta-feira — e permaneceu no túmulo três dias e três noites. Ele ressuscitou no final do sábado, cumprindo assim o “sinal” de Mateus 12:39–40.
CONDIÇÃO DO HOMEM #
Cremos que o homem foi criado para a imortalidade, mas perdeu esse direito pelo pecado; que, por causa do pecado, a morte entrou no mundo e passou a todos os homens; e que somente pela fé em Jesus Cristo o homem decaído pode tornar-se “participante da natureza divina” e viver para sempre. (2 Timóteo 1:10; Romanos 2:7; 1 Coríntios 15:22, 51–54)
ESTADO DOS MORTOS #
Cremos que a morte é um estado de inconsciência (sono) para todos — justos e injustos — até a grande ressurreição no segundo advento de Cristo. Nesse momento os justos receberão a vida eterna, enquanto, no tempo determinado, os ímpios serão “punidos com destruição eterna”, sofrendo a completa extinção do ser: esta é a segunda morte. (Eclesiastes 9:5; Jó 14:14; João 5:28–29; Mateus 10:28)
SALVAÇÃO DO HOMEM #
Acreditamos que o homem, em seu estado decaído, não pode salvar-se; por isso, Deus concedeu gratuitamente a salvação a todos os que, nesta vida e nesta época, a aceitam nas condições estabelecidas. Essas condições são simples: abandonar o pecado, arrepender-se diante de Deus, exercer fé no Senhor Jesus Cristo e em Seu sangue, restituir sempre que possível, obedecer ao mandamento do batismo em nome do Senhor Jesus e receber o dom do Espírito Santo. Uma vida de consagração e obediência aos mandamentos de Cristo deve seguir para que se alcance a vida eterna. (João 3:16; 2 Coríntios 6:2; Lucas 3:25–28; Atos 2:38)
UMA VIDA SANTA E SANTIFICAÇÃO #
Cremos que Deus é santo e requer que Seus filhos sejam santos e santificados. Santificação é purificação do pecado, separação do mundo e consagração a Deus. Ela ocorre tanto de forma instantânea, no momento da conversão, quanto contínua, diariamente, enquanto o crente caminha com Deus. (1 Pedro 3:15; 1 Coríntios 1:2; 6:11)
A IGREJA #
Acreditamos que “Igreja de Deus” é o nome bíblico comum à Igreja verdadeira, de origem divina, estabelecida sobre os profetas e apóstolos, tendo Jesus Cristo como a principal pedra angular. Esse corpo espiritual inclui todos os verdadeiros cristãos chamados do mundo e congregados nele. Cristo é a cabeça da Igreja, Seu corpo; e cada igreja local deve ser independente de controle externo, congregacional em governo, sob supervisão espiritual de anciãos piedosos e direção do Espírito Santo, não sujeita a padre, bispo ou superintendente — embora a verdadeira comunhão e unidade cristã devam existir entre todas as igrejas locais. (Mateus 16:18; Efésios 5:25; 4:15; 2:19–22; Atos 20:28)
ORDENANÇAS DA IGREJA #
Cremos que Cristo estabeleceu em Sua Igreja ordenanças das quais todos os filhos de Deus devem participar:
a) Batismo — por imersão, de crentes arrependidos, como único batismo verdadeiro. O batismo é para remissão de pecados e testemunho público da fé em Cristo, simbolizando morte para o pecado e compromisso de “andar em novidade de vida”.
b) Ceia do Senhor — memorial do sofrimento e morte de Cristo, celebrado “até que Ele venha”, anualmente no início do dia 14 de Nisã (Abibe), com pães ázimos e “fruto da videira”. É também símbolo de comunhão cristã e renovação de lealdade ao Senhor ressuscitado.
c) Lavagem dos pés — ato de humildade a ser observado junto à Ceia do Senhor, conforme o mandamento de Jesus: “Se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.” (Atos 2:38; 1 Coríntios 11:23–26; Mateus 28:19; Romanos 6:3–5; João 13)
A LEI DOS DEZ MANDAMENTOS E O SÁBADO #
Cremos que os Dez Mandamentos são a lei eterna de Deus e permanecem válidos para todos os cristãos. Cristo não veio para aboli-los, mas para ampliá-los. Assim, o 4º Mandamento ordena a observância do sétimo dia como sábado cristão, do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado, como dia de descanso e adoração. Contudo, a “cédula de ordenanças” que era contra nós foi removida por Cristo em Sua cruz. (Êxodo 20:2–17; Deuteronômio 9:10; Mateus 5:17–18; 19:16–22; Tiago 2:8–12; 1 Coríntios 7:19; Romanos 3:20; Gênesis 2:3; Mateus 28:1; Levítico 23:32; Marcos 2:27–28; Colossenses 2:14)
ORAÇÃO E CURA DIVINA #
Cremos que a oração é privilégio e dever de todo cristão, aproximando-nos de Deus em comunhão espiritual para adorá-Lo, louvá-Lo, apresentar nossas petições e interceder pelos outros. A oração deve ser feita a Deus, em nome de Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo e com entendimento. Cremos também na imposição de mãos dos anciãos e na oração da fé para cura divina. (Atos 5:15–16; 28:9; Tiago 5:14–16; 1 Timóteo 2:8; Lucas 4:6; João 14:13; Romanos 8:34; Filipenses 4:6)
A SEGUNDA VINDA E O REINO DE DEUS #
Cremos que Jesus Cristo, conforme prometido, voltará à terra da mesma maneira em que subiu ao céu — pessoal, visível e gloriosamente — para reinar com Seus santos por mil anos. Essa vinda é a bendita esperança da Igreja, pois nela se baseiam a ressurreição dos mortos, a recompensa dos justos, a abolição do pecado e a renovação da terra, que se tornará o lar eterno dos remidos. Após isso, a terra estará para sempre livre do pecado e da maldição da morte. (Atos 1:11; 1 Tessalonicenses 4:16–17; Apocalipse 22:12, 20; Mateus 25:31–32; 1 Coríntios 15:24–28; Atos 3:21; Apocalipse 19:11–16; Daniel 7:27; 2 Pedro 3:13; Provérbios 10:30; Mateus 5:5)
SINAIS DOS TEMPOS #
Cremos que a profecia bíblica indica a época aproximada do retorno de Cristo. Comparando esse testemunho com os sinais dos tempos — como o reagrupamento de Israel — estamos confiantes de que Sua vinda está próxima, “às portas”. Assim, o grande dever do momento é proclamar a redenção iminente, defender a verdade e a autoridade da Bíblia, advertir as nações a fugir da ira vindoura e obedecer ao último mandamento de Cristo: pregar e ensinar Sua mensagem a todo o mundo, lembrando Sua promessa de estar conosco até o fim dos tempos. (2 Pedro 1:19–21; Mateus 24:42–45; Apocalipse 22:17; 11:18; 2 Timóteo 3:1–7; Romanos 15:4)
— Mesmo assim, vem, Senhor Jesus. Amém.
(Aprovado pela Sessão de 1963 do Conselho Geral em Meridian, Idaho, EUA.)