Objetivo da LIÇÃO
Mostrar que o ministério fiel e dedicado a Deus e Sua Palavra deve ser respeitado, pois é uma instituição divina e responsável pela condução da Obra de Deus. A Igreja deve ser submissa e honrar a seus líderes.
INTRODUÇÃO
O perfeito entrosamento entre os membros da Igreja e o Ministério é fundamental para o sucesso do cumprimento de nossa missão de evangelismo e da espiritualidade do Povo de Deus. O Pastor ou líder, bem como todo o Ministério, para ter autoridade, deve ser santo e irrepreensível e gozar de bom testemunho diante da Igreja e dos de fora. Maus obreiros levam o rebanho ao mau caminho e os irmãos acabam se desanimando. Os irmãos devem ser submissos e cooperadores, afim de que a Obra não sofra interrupções e o Ministério trabalhe com alegria (Heb. 13:17). Não devemos tolerar os maldizentes, difamadores e dissimulados. Tolerar estas pessoas hoje, para não perdê-las é arrumar dor-de-cabeça para a Igreja no futuro. Se alguém desrespeita o ministério, ofende a Deus que o instituiu.
QUESTIONÁRIO
1. Quem estabeleceu o Ministério na Igreja de Deus?
Efés. 4:11; Luc. 6:12,13; I Cor. 12:28; Atos 13:2,3. Não foi o próprio homem!
2. Como deve se comportar o membro do Ministério?
Deve ser irrepreensível (Efés. 1:4; Col. 1:22; Tito 1:6; I Tim. 3:2; I Tess. 5:23)
Temente e capaz (Êxodo 18:21)
Ter bom testemunho e exemplo (Tito 2:7; II Tim. 2:15; II Cor. 6:3)
Ser firme e zeloso no que faz (Tito 1:9).
Tratar bem o rebanho de Deus, com amor e responsabilidade ( I Ped.5:1-3)
Manejar bem as Escrituras (II Tim 2:15)
Ser humilde e pronto a aprender e respeitar os mais velhos e experientes no Ministério (Atos 18:24-26).
Não ser contencioso (I Cor. 11:16; I Tim. 3:3; II Tim. 2:24; Tito 3:2)
Ser contribuinte exemplar (I Ped. 5:3)
Ser confiável no manejo das finanças (I Tess. 4:11; Rom. 13:8; Ecl. 5:10; I Tim. 6:10). Deve ser justo e honesto nos tratos e negócios pessoais; não viver envolvido em dívidas e não ser avarento e mesquinho por dinheiro. Pessoas de vida financeira descontrolada não podem nem devem ocupar cargos na Igreja de Deus.
Não prejudicar a Igreja. Se houver algo em sua vida que prejudique a Obra, deve ser humilde e pedir licença ou demissão.
Suportar as provas (I Tim. 3:10).
3. Como devemos tratá-los? Que ocorreu com os que se lhes opunham?
Heb. 13:17; I Cor. 4:1,2; I Tim. 5:17. Os bons líderes devem ser reconhecidos e tidos por dignos de duplicada honra. Não se deve dificultar seu trabalho, pois isto pode trazer conseqüências aos que põem tropeços e não cooperam (Heb. 13:17; I Tim 5:18). Coré, Datã e Abirão, simplesmente por se enjoarem de Moisés, tentaram provocar uma rebelião e foram punidos por Deus (Núm. 16:3,28-33). O governo de Deus é teocrático e Ele sempre teve líderes sobre o povo (Êxodo 18:21,22).
4. Que critérios deve a Igreja ter aos indicar pessoas para o ministério ou a cargos de oficiais?
Êxodo 18:21; I Tim. 3:10; I Sam. 16:6,7. Deve escolher pessoas capazes para o cargo, tementes, não avarentas, fiéis, irrepreensíveis e de bom testemunho. Nunca escolher pessoas pela aparência ou posição social ou neófitos (novos convertidos ou inexperientes) pois poderemos ter conseqüências. Caberá ao Pastor ou líder principal avaliar indicações e propor as mais viáveis.
5. Como devem os membros agir se perceberem falhas nos seus líderes?
Devem imediatamente comunicar instâncias superiores. Ficar calado é ser omisso e omissão é pecado (Lev. 5:1). Se tiver provas, formule uma denúncia e se não, formule uma suspeita (I Tim. 5:19, 20). Seu silêncio poderá arruinar toda a Igreja.
6. Que pode acontecer quando se tenta enganar ou prejudicar o Ministério?
Você entra em atrito direto com o próprio Deus e pode perder a salvação (Atos 5:1-5,9,10). O ministério é o porta-voz e representa a Deus (Êxodo 18:14,15). Coré, Datã e Abirão, ao resistir e tentar derribar a Moisés, se viram frente a frente com o próprio Deus (Salmo 105:15). Ananias não mentiu a Pedro, mas ao Espírito Santo que nele estava, o que resultou em morte. Não se admirem se alguém que afrontou e mentiu ao Ministério cair e nunca mais se levantar!
7. É justo assalariar pastores para que se ocupem em tempo integral?
Deus tinha no passado um reino sacerdotal destinado a evangelizar as nações. Designou uma das doze tribos, para se dedicar a administração de Sua casa e ordenou que Israel desse o dízimo para sua manutenção. Paulo fala em viver do Evangelho e em não apenas entregarmos os dízimos, mas repartirmos de tudo o que temos com os que nos instruem na Palavra (I Cor. 9:13,14; Gál. 6:6). A Obra de Deus é urgente e é egoísmo sermos negligentes nas contribuições e atrasarmos o avanço do Evangelho.
Um trabalhador é digno de seu salário. Não devemos subestimar o trabalho de um pastor ou evangelista e achar que ele não pode ter um salário digno, não pode tem um bom carro e uma casa para morar, porque trabalha para Deus. Muito pelo contrário, sua missão é nobre e ímpar. Reconheçamos e trabalhemos para que tenhamos mais obreiros no campo, em tempo integral; para que em menos tempo, mais e mais almas possam ser alcançadas pelo chamado de Deus!