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Tempo de recompensa dos santos

Texto Básico: Lucas 19:11-27

Verso Áureo: “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que tem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra..” (Apoc. 11:18)

INTRODUÇÃO DA LIÇÃO

Nossa esperança tem que estar fundamentada em algo realmente sólido, assim como o fundamento da Igreja. Nossa casa tem que estar edificada na rocha, que é a Palavra de Deus, caso contrário sucumbiremos no dia final e não haverá organização religiosa que nos garanta. Para onde vamos? Que nos sucederá logo após a morte? Muitos dirão que há um lugar intermediário onde os santos ficam: o Seio de Abraão, por exemplo, baseando-se na parábola do rico e Lázaro. Outros já acham que o cristão logo após a morte segue imediatamente para o Céu. Qual é a verdade?

RECAPITULAÇÃO

  1. Morada nos Céus não vem dos profetas nem dos apóstolos João 13:36
  2. Chegado o tempo, as nações entregarão o poder a Cristo Apoc. 11:15

  3. Jesus vai se assentar no trono de Davi, em Jerusalém Mat. 25:31; Atos 2:30
  4. A Pedra que feriu a estátua fica e enche toda a Terra Daniel 7:35,44.
  5. QUESTIONÁRIO

    1. Que ensina as Escrituras sobre o estado do homem após a morte? Continua vivendo num mundo espiritual paralelo ao nosso?

    Após a morte o homem
    dorme um sono profundo. Não há consciência e nada, absolutamente nada, sabe do
    que se passa (I Tess. 4:13; I Cor. 15:18-20; Ecl. 9:5,6,10; Salmo 6:5; 17:15;
    115:17; 146:4). Melhor testemunho disto nos deu Jesus ao afirmar que Lázaro
    estava dormindo (João 11:11-14). Somente acordará por ocasião da ressurreição
    (João 5:28,29; 6:39-44, 54).

    2. Onde permanecem os mortos? Quantas ressurreições estão previstas?

    Os mortos dormem no pó da terra até a ressurreição do
    último dia (Dan. 12:2; Jó 17:13; Salmo 115:17; Ecl. 3:19,20; 17:7; Isaías
    26:19). Estão previstas duas ressurreições: a primeira, para os santos, na
    vinda do Messias e a segunda no fim do Milênio, quando os ímpios ressuscitam
    para o juízo final (Apoc. 20:4-6,11-13)

    3. Estariam já os heróis da fé desfrutando das promessas divinas? Que se passa com eles atualmente? Existe um tempo determinado para a entrega do galardão aos santos?

    Já temos visto que
    todos os mortos dormem no pó da terra, logo ninguém, mesmo os heróis da fé,
    pode estar desfrutando das promessas divinas. Jesus afirmou que os justos
    ressuscitarão no último dia (João 5:28,29; 6:39-44, 54; Ver I Cor. 15:22,23).
    Deus tem em memória o testemunho dos santos e todos receberão, na ressurreição,
    a promessa, a vida eterna (Luc. 14:14). Não é verdade que os 144 mil ou outros
    santos já estejam com Cristo reinando. Ninguém recebe adiantado (Heb. 11:13,
    39,40; Mat. 19:27-29; Apoc. 11:18; 22:12). Neste tempo, ocorrerá, além da
    primeira ressurreição, a dos santos, o ajuntamento de tropas no Armagedom e a
    guerra no Vale de Josafá com efeito sobre todo o planeta, o arrebatamento para
    juntar os escolhidos nos ares ao encontro com o Messias, a descida sobre o
    Monte das Oliveiras, a conversão de Israel e a implantação do Reino Milenar na
    Terra, com Cristo no trono de Davi.

    4. E o seio de Abraão de que fala a parábola de Lucas 16:19-31? Não é um lugar onde os salvos ficam até a vinda de Cristo?

    Primeiramente é bom
    sabermos o que é uma parábola. É uma forma de ilustração comparativa que visa
    esclarecer uma verdade qualquer. Nem sempre usa de uma história verídica, nem
    tenta contar algo que deva ser aceito como uma história real e sim um tipo de
    narrativa que nem sempre ocorreu realmente. (Ver Enciclopédia de Bíblia
    Teologia e Filosofia, Vol. 5, pág. 57)

    A parábola do rico e Lázaro, na verdade ilustra a situação dos judeus, ricos
    espiritualmente por possuírem os oráculos divinos (Rom. 3:1; 9:4,5), mas duros
    de coração e dos gentios, pobres, estranhos aos concertos da promessa e sempre
    na dependência das migalhas (Efés. 2:11,12,19; Mat. 8:8-12; 15:21-28; Atos
    10:28), todavia sensíveis na aceitação do Messias e Sua Causa. Na verdade, os
    que buscam entender literalmente a parábola o fazem para defender a
    imortalidade da alma, dogma de origem pagã, introduzido na religião cristã
    apostatada. Analise e nos diga quantas graves contradições surgirão se você
    tentar literalizar a parábola.

    5. E quanto a Enoque, Elias e Moisés? Não tiveram estes um tratamento diferenciado?

    Segundo as
    Escrituras, todos os homens devem morrer (Heb. 9:27). Enoque, bem como todos os
    demais santos morreram (Heb. 11:13, 32-34; Judas 9). Elias, cerca de 10 anos
    depois do arrebatamento enviou uma carta a Jeorão (II Crôn. 21:12), rei de
    Judá: onde estava Elias? No Céu? (Conheça o estudo: Onde estão Enoque e Elias).

    6. Se outros homens de Deus já desfrutam da salvação, como entender a passagem que diz ser Jesus “Primícias entre os mortos”?

    Houve
    ressurreições de mortos antes e depois da ressurreição de Cristo, todavia Jesus
    foi o único que reviveu para a vida eterna. Os demais, todos morreram de novo
    (I Reis 17:22-24; II Reis 4:34,35; 13:20-21;Mat. 9:25; Luc. 7:12-15; João
    11:43,44; Mat. 27:52,53; Heb. 11:35; Atos 9:40). Por isto Jesus é considerado
    primícias dos que dormem, ou seja, o primeiro ressurrecto que vive eternamente.
    Isto descarta a possibilidade de haver outros já ressurrectos para a vida
    eterna, pois Paulo diz que os que são de Cristo, reviverão na Sua vinda (Atos
    26:23; I Cor. 15:20-23; Fil. 3:20-21)

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