Arrebatamento pré-tribulacionista: uma heresia perigosa

Por Dr. James S. Trimm | Traduzido e Adaptado por Sha’ul Bentsion

1-INTRODUÇÃO

A doutrina do arrebatamento pré-tribulacionista é uma doutrina cristã tardia que tem ameaçado o Judaísmo Messiânico. Esta doutrina cristã só teve início no século dezenove. Tal teologia tem agora ameaçado encontrar eco no movimento messiânico. Este artigo provará que a doutrina do arrebatamento pré-tribulacionista é:

1 – Uma invenção moderna do Cristianismo que NÃO TEM NENHUMA raiz judaica de qualquer tipo,

2 – Uma doutrina que vai totalmente contra as Escrituras,

3 – Uma doutrina de “paz e segurança” que pode futuramente vir a destruir a fé de muitos,

2 – GLOSSÁRIO DOS TERMOS DESTE ARTIGO:

Antes de começarmos, vamos definir alguns termos básicos que usaremos:

ARREBATAMENTO – Este termo se tornou bastante polêmico. No ocultismo, este termo foi usadodurante muitos séculos para se referir a levitação. Na Bíblia, a origem do termo está em 1 Tess. 4:17 onde lemos a palavra “arrebatados”.

NATZAL – Palavra no hebraico que significa “livramento”. Esta palavra tem sido usada nos meios messiânicos numa tentativa de convencê-los sobre a teoria do arrebatamento pré-tribulacionista.

KH’TAF – Palavra aramaica para “arrebatados” no texto aramaico de 1 Tess. 4:17.

PÓS-TRIBULACIONISMO – É a visão de que o KH’TAF (arrebatamento) é simplesmente parte dasegunda vinda do Messias e portanto ocorrerá no fim da tribulação, isto é, no início do Reino do Milênio.

PRÉ-TRIBULACIONISMO – É a visão de que o arrebatamento seria um evento separado da segunda vinda do Messias e que ocorreria sete anos antes, imediatamente antes da tribulação.

MID-TRIBULACIONISMO – É a visão de que o arrebatamento é um evento separado da segundavinda do Messias e que ocorreria 3 anos e meio antes, no meio da tribulação, durante o tempo do “sacrilégio terrível” (a revelação do Anti-Messias).

ARREBATAMENTO-PREMATURO – É qualquer visão de que o arrebatamento e a segunda vindado Messias são eventos separados e que o arrebatamento precederá por um período de tempo asegunda vinda do Messias.

ARREBATAMENTO PARCIAL – É a visão de que apenas uma parte do Corpo do Messias será arrebatada.

PASHAT – O sentido simples, literal de um texto segundo a Midrash Judaica (vide artigo sobre como interpretar as Escrituras como um judeu).

3 – ONDE ESTÁ O PASHAT?

Um dos maiores problemas com a doutrina cristã do arrebatamento pré-tribulacionista é que já de cara fere a Midrash. Segundo a Midrash, que é o sistema mais antigo de interpretação das Escrituras, um texto nunca perde o seu Pashat. Contudo, esta doutrina em particular não tem base de Pashat. Apesar dos pré-tribulacionistas frequentemente alegarem que as suas crenças são baseadas numa leitura simples e literal das Escrituras, o fato é que uma leitura literal das Escrituras é incapaz de produzir uma crença no arrebatamento pré-tribulacionista.

3.1 – SEM BASE BíBLICA

Até mesmo Hal Lindsey, o mais famoso defensor do pré-tribulacionismo, admite que a sua crençanão se baseia no sentido simples e literal das Escrituras. Lindsey admite que ele não consegue “mostrar nenhum versículo que diga claramente que o arrebatamento ocorrerá antes… da tribulação.” (O Arrebatamento por Hal Lindsey pág. 32). Ao invés disto, Lindsey alega que “o pré-tribulacionismo é amplamente baseado em argumentos de inferência e silêncio.” (ibid p. 31) Se o pré-tribulacionismo não vem de um entendimento do Pashat das Escrituras, devemos então nos perguntar de onde ele se originou, e porque tanta gente acredita nisto.

4 – O DISPENSASIONALISMO: UMA HERESIA GERA OUTRA

Durante as décadas de 1820 e 1830, um teólogo cristão chamado John Darby (fundador da Irmandade de Plymoth) desenvolveu uma nova teologia sistemática chamada Dispensasionalismo. Esta doutrina desde então tornou-se muito popular no Cristianismo. É muito curioso que tal doutrina ainda encontre eco entre os crentes que estão retornando às raízes judaicas dos seguidores originais de Yeshua. É fato incontestável que o Dispensasionalismo não existiu até o século dezenove. Não tem nenhuma raíz judaica e nem existia no Cristianismo até o século em questão.

5 – A ORIGEM DE UMA GRANDE MENTIRA

Como a maioria dos teólogos do século 19, John Darby era anti-nomiano, isto é, acreditava que Lei de Moshe (Moisés) tinha desaparecido na cruz. Darby se sentia incomodado com os sérios problemas trazidos por esta doutrina. Darby percebeu que durante os sete anos da última semana profética de Daniel, os sacrifícios estariam sendo feitos no Templo. Como a Lei de Moshe (Moisés) estava CLARAMENTE sendo cumprida durante os sete anos da tribulação, Darby concluiu que a Lei voltaria a ter validade no início da tribulação. Esta linha de raciocínio fez Darby segregar as histórias bíblicas e proféticas em períodos compartimentadas. Darby teorizou que a “idade da Lei” tinha acabado na cruz e que a “idade da graça” ou “idade da igreja” tinha começado na cruz. Então com a tribulação, a “idade da Lei” volta e a “idade da graça” termina. Isto criou um problema grande para ateoria de Darby. Como poderia a “idade da Lei” retornar se a igreja ainda estaria na terra? Darby achava que na “idade da Lei” D-us lidava com Israel e na tribulação D-us voltaria a lidar com Israel. Então o que aconteceria com a igreja? Certamente que a igreja não sairia da “idade da graça” pra voltar pra Lei de Moshe (Moisés). Como consequência desta linha de raciocíonio absurda, Darby adotou a idéia de um arrebatamento pré-tribulacionista que havia se tornado tão popular entre os Irvingitas. Esta idéia dizia que a Igreja sairia da terra no início da tribulação, deixando Israel pra trás para sofrer na tribulação durante o período da “volta da Lei”. Darby agora tinha um outro problema: se a igreja fosse arrebatada deixando Israel pra trás, o que dizer dos judeus crentes? Eles seriam arrebatados juntamente com a Igreja ou ficariam para trás com Israel? Darby inventou outra solução completamente louca: a dicotomia Igreja/Israel. Esta teoria ensinava que um judeu que se tornava crente no Messias passava a fazer parte da Igreja e não era mais parte de Israel. Como resultado disto, ninguém poderia ser parte tanto da Igreja quanto de Israel. Segundo esta teoria, judeus crentes deixariam de ser judeus e se tornariam parte da Igreja de D-us, que ele ensinava conter pessoas que não eram nem judeus nem gentios .

Portanto, as três mentiras que se tornaram pilares do Dispensasionalismo são:

1 – A Lei não seria para hoje,

2 – O arrebatamento pré-tribulacionista,

3 – A dicotomia Igreja/Israel.

Obviamente, os messiânicos não podem aceitar nem a número 1 nem a número 3. A número 2 só seria necessária por causa de uma crença na número 1. A número 2 não funciona sem a número 3, que foi criada para resolver os problemas da número 2. Como resultado, o Judaísmo Messiânico é incompatível com o Dispensasionalismo. Dois de seus três pilares fundamentais não são compatíveiscom a teologia bíblica original, adotada pelo movimento messiânico. Além disto, o único pilar remanescente não se sustenta sozinho. Quando examinada à luz da Bíblia, toda a estrutura do Dispensasionalismo é destruída. É uma doutrina do século 19 que foi inventada pelo Cristianismo e não tem NENHUMA raiz na fé do primeiro século.

6 – QUANTAS VINDAS DO MESSIAS?

O Tanach (Primeiro Testamento) aponta claramente para duas vindas do Messias: uma como servo e outra como rei. Contudo, fica evidente que os acreditam no arrebatamento-prematuro vão contra as Escrituras por crerem em três vindas do Messias. Uma vez que o retorno do Messias tem sido entendido por séculos como sendo a “Segunda Vinda do Messias”, os que crêem no arrebatamento-prematuro devem mudar a expressão acima para “Terceira Vinda do Messias” ou insistir, como a maioria faz, de que o arrebatamento-prematuro não é de fato uma vinda do Messias. Se a teoria do arrebatamento-prematuro fosse verdadeira, então as Escrituras deveriam ensinar sobre um “aparecimento” pré-tribulacionista do Messias que não é uma “vinda do Messias” propriamente dita, seguida de uma “vinda do Messias” após a tribulação. E mais: as Escrituras não poderiam identificar o KH’TAF (arrebatamento) como se referindo à “vinda” do S-nhor nas Escrituras. Não deveríamos também esperar que a vinda pós-tribulacionista do Messias fosse chamada de “aparecimento”. Agora vamos examinar estas mentiras à luz das Escrituras:

“Conjuro-te diante de Elohim e do Mashiach Yeshua, que há de julgar os vivos e os mortos, pela suavinda e pelo seu reino;” (2 Tim. 4:1)

Aqui vemos claramente que no final da tribulação e no início do Reino teremos a vinda do Messias:

“assim também o Mashiach, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerásegunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Yehudim / Hebreus 9:28).

Aqui o texto fala claramente da vinda pós-tribulacionista do Messias.

Se o arrebatamento-prematuro estivesse correto, este texto deveria dizer “aparecerá uma terceira vez”.“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda de ADONAI.” (Ya’akov / Tiago 5:7a)

Este texto nos instrui claramente que a nossa esperança deve ser na vinda do S-nhor, e não em um“aparecimento do S-nhor”:

“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda doSenhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som do shofar de Elohim, e os que morreram no Mashiachressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles,nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” (1 Tess.4:15-17)

Esta é a passagem que fala do arrebatamento. Mas esta passagem também se refere à “vinda doS-nhor” e não de um aparecimento.

Vemos portanto que a teoria do arrebatamento-prematuro que crê em “três vindas” ou em “duas vindas e um aparecimento” do Messias é completamente contrária às Escrituras, que falam apenas de duas vindas do Messias.

7 – O LADRÃO DA NOITE

Um dos chavões dos pré-tribulacionistas é a expressão “ladrão da noite”. Os pré-tribulacionistas usam este termo para descrever o arrebatamento-prematuro como um “arrebatamento secreto” no qual a Igreja é removida da terra secretamente. Isto contudo é tirar a expressão completamente de seu contexto e usá-la erradamente. A parábola do “ladrão da noite” é uma das diversas parábolas contadas por Yeshua (vide Mt. 24:42-51) e é mencionada em três outros lugares: 1 Tess. 5:2-10, 2 Kefah (Pedro) 3:10, Ap. 3:3 e 16:15). Uma análise verídica desta expressão tal qual é usada nas Escrituras revela justamente o extremo oposto: um arrebatamento pós-tribulacionista.

Primeiramente vamos analisar a parábola em si. Eis o texto de Mt. 24:42:

“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.”

Existe um grande número de elementos importantes nesta parábola. Primeiramente devemos perceber que o “ladrão” nesta parábola refere-se ao Messias. Contudo, o ladrão nesta parábola não está“roubando a igreja do mundo” (isto seria absurdo), mas sim o termo ladrão é usado para identificar que o Messias virá num momento inesperado. Em segundo lugar, percebemos claramente que a Igreja não estava esperando que Ele viesse naquele momento. E finalmente é extremamente significativo que o ladrão vem num momento posterior, no qual a Igreja é esperada e é encontrada dormindo (vide Matitiyahu / Mateus 25).

7.1 – O SONO DA APOSTASIA DA IGREJA

Ao longo das Escrituras, vemos que “dormir” é um eufemismo para apostasia (vide Yeshayahu /Isaías 29:10 e Romanos 11:8)

A parábola do ladrão da noite é parte de uma seção das Escrituras que começa em Mt. 24:42 e termina em Mt. 25:13, onde Yeshua ilustra o fato de que o Messias virá mais tarde do que o esperado e pegará a Igreja dormindo pois esperava que ele viesse antes. Este tema é primeiramente apresentado por Yeshua no versículo 42. Depois em Mt. 24:43 Yeshua dá a parábola do ladrão da noite. Então no versículo 44 Yeshua reforça o tema. Em Mt. 24:45-51 Yeshua dá a parábola do “servo fiel e prudente”. Nesta parábola o Messias também vem depois do esperado pelo servo (versículos 48 & 50) para encontrar um servo apóstata (versículos 48-49). Finalmente, Yeshua dá a ilustração das “dez virgens” (Mt. 25:1-12) na qual o noivo vem depois do que as virgens esperavam. As virgens (pelo menos algumas delas) são nitidamente crentes pois cinco delas têm óleo na lâmpada. O noivo vem e encontra as virgens dormindo. Apesar de muitas delas ainda terem óleo nas lâmpadas, elas pensaram que o Messias viria antes e cairam no sono da apostasia.

7.2 – O GRAVÍSSIMO PERIGO DA HERESIA PRÉ-TRIBULACIONISTA

Ao contrário de ensinar um arrebatamento pré-tribulacionista, esta seção das Escrituras nos avisa que muitos da igreja esperarão pelo Messias antes dEle vir (pré-tribulacionismo) e que quando o Messias na realidade vem após a tribulação, isto é, depois do esperado, eles caem em apostasia. Os pré-tribulacionistas têm sido enganados por alguns mestres dentro do Cristianismo (não são todos) de que a Bíblia ensina que o Messias os resgatará da tribulação antes da mesma acontecer. Quando atribulação chegar e eles perceberem que isto não ocorreu, muitos perderão a fé e acharão que D-us desistiu deles, e por isto não foram arrebatados. Ou ainda pior: que as Escrituras mentiram. Ou seja, a decepção deles os fará se desviarem: cairão no sono da apostasia.

Em Apocalipse 3:3 lemos:

“Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares,virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.”

Esta passagem claramente se refere ao texto de Mt. 24:42-44. Aqui o Messias está se referindo à Igreja de Sardis (ou seja, crentes genuínos) e indica que Ele virá em um momento em que a Igreja não espera. A implicação da expressão “se não vigiares…” é a de que o Messias virá após atribulação, ou seja, depois do esperado e encontrará crentes dormindo/apóstata.

7.3 – O MILÊNIO E A VINDA DO LADRÂO DA NOITE

Em 2 Kefah (Pedro) 3:10 lemos:

“Virá, pois, como ladrão o dia de ADONAI, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.”

Aqui, o “dia” em questão refere-se ao dia de 1,000 anos do Reino do Milênio (vide 2 Pe. 3:8; Sl.90:4; Ap. 20:2,7). Este “dia de 1,000 anos” começa com a segunda vinda do Messias (Ap. 19:11 – 20:2) e termina com a destruição da terra por fogo (Ap. 20:7-21:1). Aqui a expressão “o dia do S-nhor virá como um ladrão” (2 Pe. 3:10) definitivamente se refere à segunda vinda do Messias e ao final da tribulação e ao início dos 1,000 anos. Este não é um “ladrão” que virá sorrateiramente e em silêncio. É um “ladrão” que fará os céus se passarem com um “rugido”.

Em Ap. 16:15 lemos:

“Eis que venho como ladrão. Bendito aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.”

Esta passagem ocorre no contexto dos eventos do dia de 1,000 anos mencionado acima. Além disto, esta passagem também reflete um ladrão que chega depois do esperado e encontra uma igreja apóstata.

7.4 – O ALERTA DE PAULO: A PROFECIA SOBRE A HERESIA PRÉ-TRIBULACIONISTA

Finalmente em 1 Tess. 5:2-10 lemos:

“porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais emtrevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios. Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite; mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação; porque Elohim não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Yeshua HaMashiach, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.”

Agora na leitura desta passagem devemos relembrar a passagem do ladrão da noite, à qual esta passagem claramente faz alusão. Vemos aqui uma profecia sobre o surgimento da heresia do pré-tribulacionismo! Aqui aprendemos que os que apostatarem da fé ficarão entorpecidos pela doutrina da “paz e segurança” e vão cair em apostasia quando o Messias não chegar tão breve quanto o esperado mas ao invés disto vier sobre eles a “repentina destruição” – algo que eles aparentemente acreditavam que iriam “escapar”. Neste ponto eles parecem ter caído no sono da apostasia. Muitos deixarão a fé quando os pré-tribulacionistas ficarem desapontados ao perceberem que entraram a tribulação ao invés de escapar dela em um “arrebatamento pré-tribulacionista.” Mas espere! Veja 1Tess. 5:1! Esta seção inteira das Escrituras se refere ao momento em que acontecerá o arrebatamentode 1 Tes. 4:16-18. Na realidade, este capítulo muda de 1 Tess. 4:18 para 5:1 no meio de um parágrafo!

7.5 – O LADRÃO DA NOITE E OS DIAS DE NOACH

A referência à parábola do ladrão da noite em 1 Tess. 4:16-5:10 também é muito importante por outro motivo. Esta referência nos dá um certo contexto para o acontecimento do “arrebatamento” de 1 Tess. 4:16-17. A parábola do ladrão da noite em Mt. 24:43 acontece num grande segmento de Matitiyahu / Mateus (Mt. 24:29-25:46) o qual claramente discute a vinda do Messias após atribulação (Mt. 24:29). O ladrão da noite de Mt. 24:42-44 vem num momento que é como “os dias de Noach (Noé)… antes do dilúvio” (Mt. 24:37-41 com Mt 24:42-51). Lucas também discute este tempo como os dias de Noach / Noé (Mt. 24:37-41 = Lc. 17:26-36). Lucas continua dizendo que aqueles que são “levados” em Mt. 24:37-41 = Lc. 17:26-36 serão consumidos por aves de rapina (vide Lc. 17:37 = Mt. 24:28). Estes homens consumidos por aves de rapina serão aqueles que se levantarão contra Israel e serão destruídos na segunda vinda (vide Ap. 19:11-21, especialmente 19:17,18 e 21). O momento da vinda do “ladrão” é portanto a segunda vinda do Messias descrita em Ap. 19:11-21. Uma vez que o momento do evento do “ladrão” em 1 Tess. 5:2-10 é parte do evento de 1 Tess. 4:16-18 (1 Tess 5:1 claramente diz que 1 Tess. 5:2-10 se refere ao momento de 1 Tess.4:16-18), então o “arrebatamento” de 1 Tess. 4:16-18 é simplesmente parte da vinda do Messias, e após a tribulação, e não antes dela.

Continuará…

Fonte: Academia.edu

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