A besta do Apocalipse 13

Elaboramos um série de estudos sobre a Besta que sobe do mar de Apocalipse 13, Um estudo completo com detalhes esclarecedores sobre esta assunto. Confira aqui:...
imagem: walklikejesus

E vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. (Ap. 13:1)

Os símbolos desta profecia são: mar, besta, cabeças, chifres, diademas e um nome de blasfêmia. Antes de fazer a interpretação geral, vamos entender os conceitos particulares que envolvem esta trama. “Mar” tem significado de nações como em Apocalipse 17:15. “Besta” representa um poder político em específico, um império, por exemplo, (Dn. 7:17). “Cabeças”, também representam reinos menores, ou governos, (Ap. 7:9-10). “Chifres” são simbologias de reis, ou pequenos estados, (Ap. 17:12). “Diademas” é uma simbologia de que o poder está sendo exercido no momento. Ao contrário, quando não se tem a coroa é porque o poder real não é exercido no momento. Isto aconteceu quando Nabucodonosor invadiu Judá (Ez. 21:26). “Nome de blasfêmia” transmite a ideia de que uma autoridade age contra a verdade, justiça etc. O significado de “nome” como poder está no evento de Mateus 28:18-19, quando Jesus disse: todo o poder é me dado […], portanto, ide […] batizando em meu nome. “Blasfêmia” é falar contra uma autoridade digna, contra o poder de Deus, exemplificando. Isto vemos em Marcos 3:29: “Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo”.


Veja AQUI mais estudos sobre o Apocalipse.

Deste primeiro levantamento de significados, podemos traduzir a besta que sobe do mar, com sete cabeças, dez chifres com dez diademas e sobre suas cabeças um nome de blasfêmia para uma afirmação literal nas seguintes palavras: sete povos deram origem a um império dividido em dez nações, cujos reis exerciam poder. Retraduzindo para uma forma histórica, podemos dizer que: o Império Romano existiu de 168 a.C até 476 d.C, com base em sete reinos que o antecederam Babilônia (Nabucodonozor), 606 a.C a 538 a.C, Média-Pérsia (Ciro e Dario), 538 a.C a 323 a.C, e Grécia (Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco), 323 a.C a 168 a.C, agora, em 476 d.C até 554 d.C, sob domínio de dez povos bárbaros, os Anglo-Saxões, Burgúndios, Francos, Hérulos, Hunos, Lombardos, Ostrogodos, Visigodos, Vândalos e Suevos.

O fim do domínio de Roma se dá quando os Hérulos, o último deles, através de seu comandante Odoacro, exterminaram o poder romano: “Em 476, Orestes recusou-se a conceder aos Hérulos, liderados por Odoacro, o status de federati. Odoacro então saqueou Roma e mandou a insígnia imperial para Constantinopla, se instalando como rei sobre a Itália. Embora alguns pontos isolados do governo romano continuassem até depois de 476, a cidade de Roma em si estava sob o comando dos bárbaros, e o controle de Roma sobre o Ocidente havia efetivamente acabado.” [1]

A queda do Império Romano foi causada por uma série de fatores que o fragilizaram, facilitaram as invasões bárbaras e causaram a derrubada final do Estado. Em geral, a expressão ‘queda do Império Romano’ refere-se ao fim do Império Romano do Ocidente, ocorrido em 476 d.C., com a tomada de Roma pelos hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até 1453, quando ocorreu a Queda de Constantinopla.”[2]

Para concretizar esta interpretação, podemos associar esta profecia com as profecias de Daniel. Se somarmos as cabeças existentes nos quatro animais do capítulo 7, totalizamos sete cabeças: 1 da Babilônia + 1 da Média Pérsia + 4 da Grécia + 1 de Roma. Isto indica que esta besta do Apocalipse se refere à mesma quarta besta de Daniel 7.

No Apocalipse 13, porém, a besta tem dez chifres com diademas. Este simbolismo indica que estamos falando do poderio dos reinos bárbaros. Os dez povos bárbaros assumiram o governo de Roma em substituição a qualquer outro tipo de domínio anterior. A indicação simbólica das coroas nos dez chifres é o de que o cumprimento desta profecia se dá a partir do ano 476, se estendendo até 554 d.C, quando o últimos destes povos sucumbiu ante os avanços bélicos de Justiniano. Diante destes detalhes, podemos aceitar, sem restrições, o ano 476 d.C como ponto de partida para o cumprimento da profecia sobre a besta que sobe do mar. Isto é importante para o encaixe dos próximos eventos históricos.  

A última característica apresentada neste texto sobre a besta é o “nome de blasfêmia” sobre suas cabeças. A palavra “nome”, geralmente, está atrelada ao sentido de autoridade no Apocalipse. Isto indica que a autoridade e o poder exercidos pelo ente tem uma procedência contrária à vontade divina. Os nomes de blasfêmia se referem às características dadas a este império que só podiam ser atribuídas a Deus, ou a Jesus. Por exemplo, o imperador ser considerado o Pontífice Máximo. Os tratos e destratos que este imperador tinha com a religião cristã entre outras coisas.   

Deixaremos nesta página o link para o próximo post. Aguardem, sexta-feira 28/05/2021 às 18h.


[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Romano_do_Ocidente

[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Queda_do_imp%C3%A9rio_romano

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